Eu pensei em responder de outra forma, como sempre fiz antes com cuidado, com paciência, tentando manter tudo em harmonia. Mas dessa vez, preciso ser honesta com vocês… e principalmente comigo.
Eu sinto que, toda vez que nos reaproximamos, algo em mim se perde um pouco! Como se eu estivesse entrando de novo em um lugar que já conheço bem e justamente por isso, sei que não me faz bem ficar.
Existe carinho, existe história… mas também existe um peso que nunca deixou de estar ali, eu não quero mais fingir que não vejo, ou que dessa vez seria diferente só porque sentimos falta.
Eu não quero mais viver relações que me confundem, que me desgastam aos poucos, que me fazem questionar o que deveria ser simples. Eu não quero mais repetir ciclos só porque são familiares.
Então dessa vez, eu escolho fazer diferente.
Escolho me preservar.
Escolho a minha paz.
Escolho não continuar algo que, no fundo, eu sei exatamente onde vai dar.
Não é sobre rejeitar vocês, é sobre não me rejeitar de novo.
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“Nem todo fantasma do passado merece voltar a assombrar a casa que reconstruímos.”
Tem algo também do filme A Noiva Cadáver, nesse entendimento de que algumas histórias precisam encontrar seu encerramento para que cada alma possa seguir seu próprio caminho.
E se eu pudesse traduzir em música, seria Snuff, não pela tristeza de perder alguém, mas pela maturidade de aceitar que algumas pessoas podem ter sido importantes sem precisarem continuar fazendo parte da nossa jornada.
Eu sigo… levando comigo o que foi verdadeiro, mas sem abrir novamente portas que eu precisei fechar para encontrar minha paz.
